2 de julho de 2019

O QUE É A SÍNDROME DE BURNOUT?

A Síndrome de Burnout é o nível máximo de estresse provocado, normalmente, pelo trabalho, causando esgotamento físico e mental. Normalmente, quem apresenta a Síndrome estava passando por um período com acúmulo de tarefas, cobranças excessivas, responsabilidade constante e o trabalho como única fonte de prazer. O uso excessivo da tecnologia, foco no consumo e materialismo também são fatores que contribuem com o problema.

O termo Burnout vem de um jargão inglês sobre algo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia. Ou seja, um processo iniciado com excessivos e prolongados momentos de tensão no trabalho, que podem fazer com que a pessoa interrompa a atividade que exercia. Por isso, a Síndrome de Burnout é a segunda maior causa de afastamento do trabalho no Brasil, só perdendo para a LER, Lesão por Esforço Repetitivo.

SINAIS

Os sinais do Burnout podem aparecer muitos meses antes da doença ser diagnosticada, já que, normalmente, as pessoas só descobrem a doença quando o nível de estresse já está bastante alto. Mas todos esses sinais podem surgir em um paciente que está passando pelo Burnout:

  • Cansaço físico e mental constantes
  • Dores de Cabeça
  • Tensão Muscular
  • Distúrbios do Sono
  • Baixa Imunidade (surgimento frequente de herpes, resfriados, candidíase, aftas, conjuntivites e outras doenças)
  • Dor Lombar ou Cervical
  • Preocupação constante
  • Impaciência
  • Desmotivação
  • Crises de Pânico
  • Depressão
  • Fobia Social
  • Dificuldade de concentração
  • Perda de memória
  • Alterações repentinas de humor
  • Perda da vontade de fazer coisas que gostava
  • Isolamento das pessoas

FATORES DE RISCO

Há pessoas que tem mais chance de desenvolver a Síndrome. Normalmente, são pessoas que podem apresentar uma ou mais dessas características:

  • Competitivas
  • Esforçadas
  • Impacientes
  • Com excessiva necessidade de controlar as situações
  • Dificuldade em tolerar frustração
  • Pessimistas
  • Perfeccionistas
  • Com grande expectativa e idealismo em relação a profissão
  • Controladores
  • Passivos

AMBIENTES PROPÍCIOS

As empresas ou instituições que mais tem chance de provocar esse tipo de Síndrome nos colaboradores são aqueles que possuem esses problemas:

  • Excesso de normas e burocracias
  • Falta de autonomia
  • Mudanças organizacionais frequentes
  • Falta de confiança
  • Comunicação ineficiente
  • Impossibilidade de ascender na carreira
  • Impossibilidade de melhorar sua remuneração
  • Não reconhecimento do seu trabalho

Até mesmo o ambiente físico, com calor ou ruídos excessivos e iluminação ineficiente. Ou ainda, funcionários que tenham sobrecarga, baixa participação nas decisões sobre as mudanças organizacionais, expectativas profissionais irreais, sentimento de injustiça nas relações de trabalho, trabalho por turnos ou noturno, precário suporte organizacional e relacionamento conflituoso entre colegas, tipo de ocupação, relação muito próxima e intensa do trabalhador com as pessoas a que deve atender, conflitos e ambiguidade de funções.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito com base em avaliações do comportamento por médico psiquiatra ou psicólogo.

TRATAMENTO PARA BURNOUT

O tratamento deve ser orientado por uma equipe multidisciplinar que envolva psicólogos, psiquiatras e terapias integrativas, em alguns casos. Normalmente, o paciente com Burnout precisa ser afastado por um tempo e o tratamento envolve a combinação de medicamentos e terapias durante 1 a 3 meses.

O terapeuta vai ajudar o paciente a encontrar estratégias para combater o estresse. Além disso, as consultas proporcionam a pessoa um tempo para desabafar e haver uma troca de experiências que ajudam a melhorar o autoconhecimento e a ganhar mais segurança no seu trabalho.

Ao longo do tratamento psicológico, o paciente é encorajado a adotar algumas estratégias, como:

  • Reorganizar o seu trabalho, diminuindo as horas de trabalho ou as tarefas que é responsável
  • Aumentar o convívio com amigos, para se distrair do estresse do trabalho
  • Fazer atividades relaxantes, como dançar, ir ao cinema ou sair com os amigos, por exemplo
  • Fazer exercício físico, como caminhada ou Pilates, por exemplo, para libertar o estresse acumulado
  • Fazer massagens para amenizar as dores causadas pelo estresse e equilibrar o nível energético
  • O ideal é que o paciente faça ao mesmo tempo as várias técnicas para que a recuperação seja mais rápida e eficaz

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