22 de julho de 2019

AUMENTO DE CASOS DE DEPRESSÃO E SUICÍDIO ENTRE JOVENS PREOCUPA PAIS

A depressão é uma doença mental que bloqueia as vontades e dirige os pensamentos de forma negativa, prejudicando o paciente no contexto social e individual.

Os sintomas variam de acordo com a idade, sendo de extrema importância considerar as diferentes fases do desenvolvimento. Mas, normalmente, a depressão inclui esse conjunto de sintomas:

  • Humor deprimido
  • Perda de energia
  • Retardo psicomotor
  • Sentimentos de desesperança e/ou culpa
  • Alterações do sono
  • Isolamento
  • Distúrbios do sono
  • Prejuízo no desempenho escolar
  • Queixas físicas

Entre as meninas e meninos, existem diferenças nas manifestações clínicas da depressão. As meninas sentem mais tristeza, vazio, raiva, ansiedade, preocupação com aparência. Enquanto os meninos demonstram sentimento de desprezo, desafio e problemas de conduta, como violência e fugas de casa.

Segundo a neuropsicóloga Marlene Caterina, as causas da depressão são variadas. “Nós percebemos que a puberdade aumenta demais os casos de depressão, principalmente, em meninas, o que nos mostra que os hormônios podem ter relação com a doença. A genética também é um fator que pode influenciar. O fato do pai ou da mãe serem depressivos aumenta em pelo menos três vezes as chances de o adolescente desenvolver a doença”, diz a neuropsicóloga.

Marlene ainda acrescenta outros fatores que podem determinar o surgimento da depressão entre os jovens como as transformações da própria idade como as mudanças no corpo, a necessidade de pertencimento aos grupos, o medo da rejeição, separação dos pais, morte de pessoas queridas, o uso de redes sociais e o excesso de informação disponível na internet.

Para a mãe de uma adolescente de São José dos Campos que enfrenta a doença há dois anos, o uso da internet foi o gatilho para a depressão da filha, aos 14 anos.

“Ela não estava preparada para o excesso de informação que recebia em seu celular e começou a ter medo de assaltos, morte e o fim do mundo. Depois começou a ver corpos diferentes do dela e quis fazer uma dieta, o que acabou causando a anorexia”, diz a mãe.

A jovem, que hoje tem 16 anos, foi diagnosticada com anorexia e depressão, com tendências suicidas. “Minha filha pesa pouco mais de 30 quilos, já não menstrua, sente uma raiva constante das pessoas, não consegue sair de casa e tem um relacionamento muito complicado com a família”, acrescenta.

A especialista Marlene Caterina diz que a internet pode acentuar os casos de depressão e transtornos alimentares por causa do aumento da comparação nas redes sociais, a exposição muito grande dos corpos, o acesso à conteúdos de violência que podem gerar um impacto emocional enorme em quem está mais frágil. “Além disso, o bullyng, que é uma das causas de depressão e esquizofrenia em adolescentes, ganha uma dimensão muito maior com a internet, o que aumenta o medo e o perfeccionismo do jovem”, explica.

Como forma de tratamento, a jovem joseense faz acompanhamento com psiquiatra, psicólogo e endocrinologista.

“Os remédios melhoram os sintomas de 60% a 70% em um mês e a psicoterapia deve ser contínua, pois a depressão pode voltar na fase adulta, se tornando um Transtorno Depressivo Recorrente”, explica Marlene Caterina.

“O ideal é que a família e a equipe médica estejam alinhadas para garantir a qualidade de vida do jovem que está passando por momentos difíceis e evitar que a doença cause problemas na fase adulta.” – finaliza.

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